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É impressionante ver o quanto a tecnologia avançou, tanto em aumento de performance como em miniaturização de componentes. Computadores, que antes ocupavam salas inteiras, e discos rígidos eram do tamanho de geladeiras, hoje estão exponencialmente mais poderosos e cabem em nossos bolsos, na forma de smartphones.


Com notebooks denominados “gamers” sendo lançados com cada vez mais frequência, e prometendo cada vez mais performances próximas a de desktops (PCs de mesa), será que chegamos no momento de trocar os gabinetes por computadores portáteis? Ou será que as vantagens de um PC gamer ainda o mantém em primeiro lugar quando comparado a um notebook?




Sim, pode-se dizer que os notebooks tem melhorado muito para diminuir a diferença entre seus componentes e os equivalentes de desktop. A principal questão, no entanto, é que um notebook sempre apresentará duas limitações significativas: espaço interno e sistema de refrigeração.



Não existe mágica, nem uma maneira de driblar as leis da física e termodinâmica. Com espaço reduzido, os componentes precisam ser adaptados para caber em uma estrutura ainda considerada “portátil”, seja com modelos de processador operando a voltagens inferiores e opções de armazenamento adaptadas. No caso das placas de vídeo, em especial, as diferenças são bem expressivas.



Conseguiram encolher as Placas de Vídeo?


GPUs esquentam. Muito. Quando utilizadas em um gabinete e com sistema de refrigeração adequado, não existe problema. Agora, dentro de um notebook, não só a performance precisa ser reduzida pelo espaço disponível para a GPU, como também para diminuir a emissão de calor durante a utilização. Notebooks gamers apresentam soluções com heatsinks e múltiplos fans para dissipar o calor gerado da melhor maneira possível, mas nada neste tamanho realmente consegue superar a refrigeração e performance de uma placa de vídeo de desktop com coolers maiores e maior fluxo de ar dentro de um gabinete.


O resultado? Placas de mesmo nome, como a GTX 1060 para desktop e GTX 1060 (mobile) para notebooks, apesar de compartilhar o modelo de chip, apresentam performances e características estruturais diferentes. Além disso, o preço de uma versão mobile, para notebook, acaba sempre sendo mais caro do que sua versão para desktop. Em suma, paga-se mais caro por menos performance, em nome da portabilidade.


E não precisa acreditar em generalizações. Abaixo é possível ver a comparação de performance entre a GTX 1060 de Desktop e sua versão adaptada para notebooks (1060 mobile) nos principais jogos:



Jogo

GTX 1060

(Notebook)

GTX 1060 6GB

(Desktop)

PUBG

56.5 FPS

67.3 FPS

CSGO

114 FPS

162 FPS

GTA V

51.9 FPS

61.2 FPS

Overwatch

75.2 FPS

100FPS

Fortnite

88.4 FPS

102 FPS

League of Legends

143 FPS

191 FPS


Fonte: Userbenchmark.com






O processador de notebook é mais lento?


Para processadores a história se repete. Devido às limitações de espaço e refrigeração, os modelos de processadores para notebook apresentam características diferentes de seus modelos para desktop. Isso se vê inclusive na nomenclatura usada nos processadores de notebooks, com terminações como U para Ultra-low power (com foco em autonomia, e não performance) e HQ para High Performance Graphics, quad core (com foco em performance).


Como exemplo, podemos ver o processador para desktop i7-7700 comparado com o processador para notebook i7-7700HQ. Apesar de ambos apresentarem o mesmo modelo e variante, com a versão para notebook classificada como “High Performance”, ainda assim a diferença é significativa:



Característica

i7-7700 HQ

(Notebook)

i7-7700

(Desktop)

No de Cores/Threads

4 / 8

4 /8

Arquitetura

Kaby Lake

Kaby Lake

Clockspeed

2.8GHz

3.6GHz

Cache

6MB

8MB

SC Mixed

(Média de performance single core)

96.4 Pts

118 Pts

QC Mixed

(Média de performance quad core)

333 Pts

405 Pts

MC Mixed

(Média de performance multi core)

508 Pts

637 Pts


Fonte: Userbenchmark.com


Não fica difícil perceber que, apesar das semelhanças como número de cores e threads e arquitetura do chip, as diferenças impactam negativamente a performance do modelo para notebook. Não, o i7 de notebook não é um processador ruim, mas não pode ser comparado de igual para igual com sua versão para desktop.






Consigo fazer Upgrades em um notebook Gamer?


Mas não é só na placa de vídeo e processador que é possível ver diferenças. Uma outra questão muito importante a ser considerada é a compatibilidade para expansões e upgrades futuros. Em um desktop, por exemplo, é possível ter tantos HDs e SSDs quanto for possível conectar nas entradas SATA disponíveis na placa-mãe. Com gabinetes suportando múltiplos HDs e SSDs, armazenamento dificilmente será um problema.


No caso dos notebooks, nos quais espaço é um recurso escasso e valioso, o máximo a ser encontrado em opções disponíveis é de dois slots para HDs ou SSDs de 2,5”. Sim, alguns modelos já vem com um SSD M.2, que ocupa ainda menos espaço. Mas o fato inquestionável é: as opções de armazenamento e possíveis expansões e upgrades são muito maiores (e por vezes menos custosas) do que as opções disponíveis em notebooks gamers.


Para memória RAM, as limitações também são evidentes na versão portátil de um computador gamer. Variando em sua maioria de um a dois slots de memória, o mais comum de se ver em notebooks gamers disponíveis no mercado são opções com ou 8GB ou 16GB de memória RAM. É preciso levar em conta, no entanto, que caso seu foco seja exclusivo para jogos, 16GB irão atendê-lo perfeitamente pelo futuro previsível, e é muito mais provável que seu processador ou placa de vídeo serão fatores limitantes de performance para os próximos lançamentos do que a quantidade de memória RAM.


Ainda assim, em um desktop é possível expandir a quantidade de RAM para 32GB, 64GB ou a quantidade que for necessária para demais atividades voltadas a um público profissional, seja modelagem e animação 3D, edição de conteúdo audiovisual em 4K e 8K, ou gerenciamento de dezenas de máquinas virtuais. Se além de jogar você pensa em usar seu próximo computador para tarefas profissionais, um desktop sempre será a melhor opção.




 

Qual fornece a melhor experiência jogando?


O Não deixo de reforçar que a principal vantagem de se obter um notebook gamer é sua portabilidade em relação a um desktop gamer. Como pôde ser visto até agora, foi preciso adaptar muitas características para possibilitar essa portabilidade, de limitação de possibilidade de upgrades à diminuição de performance. Um outro fator a ser levado em conta é o I/O (Input/Output), ou seja, a maneira pela qual se interage com o computador.


Na grande maioria dos notebooks gamers, o monitor disponível apresenta a resolução Full HD com 60Hz de refresh rate, e tamanhos variando de 15” a 17”. Quanto ao tamanho em si, não há muito o que ser questionado. 17 polegadas já se aproxima do limite de algo que possa ser considerado portátil e que caiba em uma mochila. Agora, se sua prioridade está em maiores resoluções e taxas de atualizações mais altas, como 144HZ ou 240Hz, não existe alternativa. Um monitor externo e dedicado será necessário.


Para teclados, também é fácil entender a superioridade de um teclado mecânico dedicado em comparação a um teclado de membrana embutido em um notebook. Por questões de espaço disponível, ficaria difícil justificar a implementação da estrutura necessária para um teclado mecânico quando este mesmo espaço já é escasso para todos os demais componentes do computador, como placa-mãe, processador e placa-mãe. Se o seu objetivo é ter a melhor experiência com teclado, um modelo externo e dedicado é sem dúvida a melhor opção.


Para o uso de mouse, a experiência acaba sendo a mesma tanto para notebooks como desktops. Não acredito que ninguém realmente considere jogar usando o trackpad presente no notebook! Um mouse com ergonomia adequada ao seu tipo de pegada e com botões/customizações otimizadas para os seus jogos irá sempre proporcionar uma experiência muito superior.


  
 
 
A Resposta Definitiva
Não há dúvidas que as adaptações necessárias para os componentes de notebook acabam afetando sua performance, e os custos envolvido nessas adaptações invariavelmente afetam o preço do produto final. Isso não quer dizer que um notebook gamer não possa fazer sentido para alguns cenários ou usuários.
Para pessoas que precisam de um computador poderoso que caiba na mochila, que viajam muito ou que não se importam em investir mais para ter um sistema completo, pronto para ser usado em qualquer lugar, um notebook gamer faz todo o sentido. Para a grande maioria das pessoas que apenas buscam um computador forte para rodar seus jogos, o custo por performance do computador de mesa ainda é a melhor opção, sem sombra de dúvidas.

Qualquer dúvida entre em contato conosco! Você pode falar com o nosso especialista em hardware (e fera no atendimento) Gabriel Netto pelo formulário de contato aqui no site. Sem dúvida conseguiremos ajudar a selecionar o melhor PC Gamer para você!